16/05/2014

FORMOSA DO RIO PRETO: LANÇADO O PROJETO "PROFISSÕES E SUAS RESPONSABILIDADES", NO CMCJ

Alunos do EJA ouvem palestras c/atenção. Em 1º plano, o juiz da comarca local - Francisco Moleda

Conceição Araújo é professora da disciplina “ORIENTAÇÃO PARA O TRABALHO” das 5ª à 8ª série  da modalidade de ensino EJA – Educação de Jovens e Adultos, que, atualmente, é administrada pelo Colégio Municipal Coração de Jesus.
Conceição, com base na disciplina, pela vivência com jovens que, pelas próprias circunstâncias, são indecisos com relação aos objetivos na vida;  verificando também a necessidade de maior incentivo aos alunos no que diz respeito a escolha de suas profissões,  lançou na Escola nesta terça (14), o projeto “PROFISSÕES E SUAS RESPONSABILIDADES”, juntamente a Cristina, Cléia, Rosa Maria, Cida, entre outros professores da disciplina, no EJA,  com apoio incondicional das diretora e vice-diretora Nayvana e Estefânia, respectivamente e presença dos palestrantes: Jenilson Ribeiro, professor da Escola e técnico de enfermagem no hospital municipal; Abimael Matos, professor e policial militar da guarnição de Formosa; Alaece Moreira, escrivã da vara cível e criminal, no fórum municipal e Francisco Moleda de Godoi, juiz de direito da comarca local.
Os palestrantes falaram, essencialmente, sobre suas profissões e dificuldades enfrentadas para seguir em frente na carreira que escolheram para suas vidas.
Abimael – “A família, para mim, ainda é o pilar de sustentação para que a sociedade não se perca.  O contexto atual, repleto de constantes mudanças, deposita uma carga pesada na escola que, sem estrutura, não suporta o reflexo dos costumes familiares dos seus alunos, os quais necessitam cada vez mais de orientação, não só para a escolha de suas profissões, mas para serem mais disciplinados e educados, ponto primordial para que se encontrem na vida.” A pergunta da vez é reflexiva:  O QUE POSSO FAZER PARA MELHORAR A SOCIEDADE? A minha afirmativa: A SOCIEDADE SÓ SOFRE MUDANÇAS SE, INDIVIDUALMENTE, AS PESSOAS SE TRANSFORMAREM E ISSO SÓ ACONTECE NO SEIO DA FAMÍLIA, EM PRIMEIRA INSTÂNCIA E COM PARCERIAS ENTRE OS VÁRIOS SEGMENTOS DESTA SOCIEDADE."
Jenilson – “Fui lavrador, oleiro, garçom, caixa, agente funerário e hoje sou professor e técnico de enfermagem. Todas essas profissões me foram importantes e úteis, um dia, porque me tiraram de grandes dificuldades; porque não desisti a cada obstáculo a ser transposto, na ânsia de sobreviver e tentar chegar onde desejava, pois, desde criança, quis trabalhar em hospital e hoje me sinto realizado, por atuar na área de enfermagem.
Digo a vocês: Sejam centrados, fortes para dizerem “não” às dificuldades que a vida oferece; tenham uma meta na vida, mas não sejam escravos do dinheiro. Para consertar o mundo é necessário consertar nossas atitudes.”
 Alaece – “No dia a dia do trabalho, o que mais me entristece é receber no cartório, problemas relacionados a drogas, crimes e outros, quase sempre tendo jovens como vocês, envolvidos.
O exemplo de vida que tenho a lhes dar é o de que somos muitos irmãos, em casa, todos criados no campo e a maioria com profissão definida. Acho que, dentro da simplicidade em que vivíamos, com vida regrada pela rigidez do meu pai que nos criou com muito equilíbrio, colho, hoje, os bons frutos, pois trabalho com satisfação e empenho em fazer bem o meu serviço.
Portanto, sejam bons filhos, bons amigos, bons colegas; respeitem professores, mães, pais; tenham orgulho de serem bons e vergonha em agirem contra alguém. Todos somos importantes. Observem que numa sociedade desorganizada os problemas são de todos. O caminho da droga, por exemplo, que é sem volta e muito curto, envolve pais, polícia, hospital, fórum e principalmente, vocês, caso se embrenhem por ele. Lutem pelo que querem e serão felizes, certamente.
 Dr. Francisco Moleda – “Não por ter vindo de família estruturada, que me proporcionou possibilidade de estudar, que não diria a vocês sobre as dificuldades em exercer a minha profissão. Sou de Minas, moro aqui sem família, não posso fazer tudo que gosto, mas tenho a profissão que desejei e tenho consciência daquilo que faço. Portanto, toda profissão tem parte boa e ruim. A minha é a de ouvir as pessoas, proporcionar segurança e a paz entre elas, enfim, estamos aqui para a segurança de vocês e à disposição para ouvi-los. Procurem-nos!”
Nayvana, diretora do CMCJ, deixou uma mensagem aos alunos de que a obrigação dos professores é direcioná-los para que decidam sobre como fazerem bem a história de suas próprias vidas, fazendo um apelo para que não se envolvam com pessoas de conduta ilícita.
Agradeceu pela colaboração dos convidados e de todos que participaram do lançamento do projeto, dentre outros que a Escola pretende realizar.
Destaque para o lanche oferecido pelos professores e funcionários, aos convidados.
Nayvana, gestora do CMCJ, faz a abertura do evento.

Estefânia esclarece sobre o Projeto
Convidados são agraciados com delicioso lanche.
  
Equipe do CMCJ e convidados
 Texto/Fotos: LLélis

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